segunda-feira, 21 de julho de 2014
terça-feira, 10 de dezembro de 2013
O que fazer quando surgem gretas?
Muitas mães sentem
sensibilidade nos mamilos nos primeiros dias de amamentação. Por vezes, surgem
gretas, bastante dolorosas e desconfortáveis.
Porquê?
As gretas são sinal de que o bebé está a pegar mal na mama. Utiliza-se o termo “fazer má pega”. Por isso, é necessário corrigir o mais depressa possível, para que as gretas não evoluam. Se a mãe não conseguir, pode pedir ajuda a uma conselheira para o fazer.
Quais são os sinais de boa pega ou pega correta?
A boca do bebé deve estar bem aberta, o lábio inferior voltado para fora, o queixo encostado à mama da mãe e o nariz livre para respirar. Com uma pega correta, fica mais visível a parte de cima da auréola da mama. Primeiro, o bebé começa com uma sucção rápida e quando o leite começa a fluir passa a uma sucção mais lenta e pausada. As bochechas enchem e, em silêncio, é possível ouvi-lo a engolir o leite.
Também é importante posicionar corretamente o corpo do bebé. A sua barriga deverá estar virada para a barriga da mãe e o pescoço em posição confortável, não virado para trás.
Se não conseguir corrigir à primeira, é necessário introduzir o dedo mindinho da mãe no canto da boca do bebé, para que liberte a mama, e voltar a tentar. Uma dica para que o bebé abra bem a boca consiste em tocar com o mamilo no lábio superior do bebé, de forma a que, instintivamente, o faça em busca da mama.
Como tratar as gretas já existentes?
Após a mamada, basta aplicar um pouco do próprio leite no mamilo, já que é um bom cicatrizante. É necessário deixar a mama ao ar tanto quanto possível e apanhar alguns minutos de sol na zona afetada também ajuda no processo de cicatrização. As mamas não devem ser lavadas em demasia, para não retirar os óleos naturais protetores e não secar a pele.
Devem evitar-se os discos protetores, pois com a saída de leite, criando ambiente húmido e quente, podem ser um ambiente propício à entrada de bactérias, através das gretas.
Devem evitar-se os discos protetores, pois com a saída de leite, criando ambiente húmido e quente, podem ser um ambiente propício à entrada de bactérias, através das gretas.
Em caso de leite a pingar e de dor ao tocar na roupa, existem no mercado soluções como conchas coletoras, que promovem o arejamento entre a mama e a roupa.
É necessário verificar a pega em cada mamada, para que as gretas não agravem ou reapareçam. Uma pega correta é sinónimo não só uma amamentação agradável como ainda é garantia de que o bebé está a receber o leite que precisa.
Se não conseguir corrigir a pega procure um Conselheiro em Aleitamento Materno.
terça-feira, 1 de outubro de 2013
SMAM 2013 - Ação Amament'Arte
Na Semana Mundial do Aleitamento Materno 2013, preparámos uma iniciativa sem formalismos. À mesa de café, vamos conversar e tirar dúvidas sobre amamentação, desmistificar preconceitos, apresentar sugestões e tudo o mais que os participantes queiram desenvolver.
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sexta-feira, 6 de julho de 2012
No dia 2 de Agosto o AMAMENT’ARTE – grupo de promoção e
apoio ao aleitamento materno - celebra o primeiro aniversário!
Os presentes são para as mães e para os seus bebés!
Por isso lançámos um DESAFIO RECHEADO DE PRÉMIOS… ou melhor… TRÊS!
Dividimos os presentes em três grupos:
CABAZ 1 - PARABÉNS POR AMAMENTAR!
DESTINADO A TODAS AS MÃES QUE AMAMENTAM
·
Uma sessão fotográfica a amamentar (Daniel
Margarido Photography)
·
Uma impressão até 25 euros do trabalho
fotográfico (Estúdios F. Valente)
·
1 Vale de 15€ em roupa de criança na loja KidZone (compra igual ou superior a 30€)
· 1 Brushing (Rosário e Zé Manel Cabeleireiros)
· 1 Brushing (Rosário e Zé Manel Cabeleireiros)
·
1 “Saco de maternidade” com produtos para a
higiene do bebé, muda-fraldas e diversas ofertas (Farmácia da Sé)
·
1 Infusão de sabores (Alquimia do Paladar)
·
1 Calendário sobre amamentação (Mamar ao Peito)
·
Artigos de bijutaria (Bijuta)
·
Amostras diversas
CABAZ AMAMENTAÇÃO DE SUCESSO!
DESTINADO A MÃES QUE AMAMENTAM HÁ
MAIS DE 12 MESES
·
1 Sessão de pressoterapia (Rituais Dourados)
·
1 Vale de 10€ em roupa de criança na loja Quarto
Crescente
·
1 Manicure (Rosário e Zé Manel)
·
1 Infusão de sabores (Alquimia do Paladar)
·
1 Calendário sobre amamentação (Mamar ao Peito)
·
Artigos de bijutaria (Bijuta)
·
Amostras diversas
PRÉMIO PROLACTINA DOURADA
PARA A PARTICIPANTE QUE ESTIVER A AMAMENTAR A CRIANÇA MAIS CRESCIDA
·
1 Bolsa de cosméticos Estée Lauder no valor de
100€ (Perfume Arte)
TODAS AS PARTICIPANTES RECEBEM:
· 5% DE DESCONTO IMEDIATO NA FARMÁCIA DA SÉ, em compras
superiores a 30€, em todos os artigos de puericultura e mamã, exceto papas e
leites artificiais.COMO PARTICIPAR:
O modo de participação é igual para todas as mães:
1- Basta
escrever uma frase até 250 caracteres sobre “Quanto vale a amamentação?” e conseguir 5 ‘likes’ de amigos para
validar a sua frase.
2- Simultaneamente,
prove que amamenta: envie-nos para amamentarte@gmail.com
uma foto a amamentar o seu bebé, na qual, através de um jornal ou revista na
foto seja possível identificar a data atual.
Em alternativa, pode também aparecer e amamentar numa das reuniões semanais do Amament’Arte, na Junta de freguesia de São Miguel da Guarda, às terças-feiras, das 19h00 às 20h00.
As mães que já nos contactaram pessoalmente no último mês não precisam de seguir este passo, bastando a frase.
As mães que não possuirem página de Facebook podem, excecionalmente, enviar a sua frase e foto para amamentarte@gmail.com.
Em alternativa, pode também aparecer e amamentar numa das reuniões semanais do Amament’Arte, na Junta de freguesia de São Miguel da Guarda, às terças-feiras, das 19h00 às 20h00.
As mães que já nos contactaram pessoalmente no último mês não precisam de seguir este passo, bastando a frase.
As mães que não possuirem página de Facebook podem, excecionalmente, enviar a sua frase e foto para amamentarte@gmail.com.
3- Para
o Prémio Especial PROLACTINA DOURADA, em caso de dúvida, é possível que o
Amament’Arte possa vir a solicitar documento identificativo da idade do bebé.
REGRAS:
4.1 As candidatas devem concorrer
ao passatempo, com os dois passos necessários, até 31 de Julho de 2012.
4.2 A escolha da frase e da
respetiva vencedora fica ao critério do Amament’Arte.
4.3 As vencedoras serão
conhecidas no dia 2 de Agosto, dia do aniversário, entre as 21h00 e as 23h00.
Os nomes serão publicados no mural do evento e do Amament’Arte.
4.4 O Amament’Arte compromete-se
a não utilizar as fotos recebidas para quaisquer eventos futuros nem divulgá-las
a terceiros.
4.5 Neste primeiro aniversário o Amament’Arte decidiu dar visibilidade sobretudo ao comércio tradicional da Guarda, cidade onde presta apoio presencial. Por isso, a maior parte dos prémios só poderão ser levantados ou usados nas próprias lojas de produtos ou serviços, o que leva a um agradável passeio pela cidade. Os restantes prémios físicos são entregues em data a combinar.
4.5 Neste primeiro aniversário o Amament’Arte decidiu dar visibilidade sobretudo ao comércio tradicional da Guarda, cidade onde presta apoio presencial. Por isso, a maior parte dos prémios só poderão ser levantados ou usados nas próprias lojas de produtos ou serviços, o que leva a um agradável passeio pela cidade. Os restantes prémios físicos são entregues em data a combinar.
O PASSATEMPO SÓ É POSSÍVEL GRAÇAS AO APOIO DE:
Perfume Arte, Rituais Dourados, Farmácia da Sé, Kidzone, A
Bijuta, Alquimia do Paladar, Mamar ao Peito, Rosário e Zé Manel Cabeleireiros, Estúdios
F. Valente, Quatro Crescente, Daniel Margarido Photography e H. Camilo Retrosaria.
Em tempos de crise económica, em nome das mães e do
Amament’Arte, o mais sincero bem-haja a todos os comerciantes que decidiram fazer
um pequeno esforço para apoiar esta causa e contribuir com estes mimos
especiais para as mães. Especial agradecimento ao projeto Mamar ao Peito, que tanto tem feito por esta causa, em prol das mães e dos bebés.
terça-feira, 22 de novembro de 2011
Direitos da trabalhadora grávida, puérpera e lactante
Quando engravida, a mãe que trabalha por conta de outrem deve informar, por escrito e com atestado médico, a sua entidade patronal. Após o nascimento, deve faze-lo novamente, apresentando atestado médico ou certidão de nascimento do filho. Atualmente, a grávida, puérpera ou lactante pode usufruir de:
- Direito a licença parental inicial exclusiva da mãe, paga a 100 % da remuneração de referência*, sendo obrigatório o gozo de seis semanas de licença a seguir ao parto. A mãe pode gozar até 30 dias da licença parental inicial antes do parto.
- Direito a licença em situação de risco clínico para a trabalhadora grávida ou para o nascituro pelo período de tempo que, por prescrição médica, for considerado necessário para prevenir o risco, sem prejuízo da licença parental inicial.
- Direito a licença por interrupção de gravidez com duração entre 14 e 30 dias, mediante apresentação de atestado médico.
- Direito a dispensa do trabalho para consultas pré-natais e para a preparação para o parto, pelo tempo e número de vezes necessários.
- Caso o trabalho desempenhado interfira com a sua segurança e saúde, e na impossibilidade de a entidade empregadora lhe conferir outras tarefas, tem direito a dispensa da prestação de trabalho por parte de trabalhadora grávida, puérpera ou lactante. O montante diário dos subsídios é igual a 65 % da remuneração de referência*. Para demonstrar essa incompatibilidade, caso a entidade empregadora não cumpra as obrigações em termos de proteção da segurança e saúde da trabalhadora grávida, puérpera ou lactante, a trabalhadora ou os seus representantes têm direito de requerer uma ação de fiscalização dos serviços inspetivos do ministério responsável pela área laboral, ação essa a realizar com prioridade e urgência.
- Direito a dispensa diária para amamentação durante o tempo que esta durar, gozada em dois períodos distintos, com a duração máxima de uma hora cada, salvo se outro regime for acordado com a entidade empregadora. Este direito é válido para qualquer tipo de lactação do bebé até aos 12 meses. Após este período, a trabalhadora que amamenta deve apresentar atestado médico para continuar a usufruir da dispensa.
No caso de nascimentos múltiplos, a dispensa é acrescida de mais 30 minutos por cada gémeo além do primeiro.
Se a mãe trabalhar a tempo parcial, a dispensa é reduzida na proporção do respetivo período normal de trabalho, não podendo ser inferior a 30 minutos.
- Direito a dispensa de prestação de trabalho suplementar da trabalhadora grávida e durante todo o tempo que durar a amamentação se for necessário para a sua saúde ou para a da criança.
- Direito a dispensa da trabalhadora grávida, puérpera ou lactante de prestar trabalho em horário de trabalho organizado de acordo com regime de adaptabilidade, de banco de horas ou de horário concentrado.
- Direito a dispensa da trabalhadora de prestação de trabalho no período nocturno entre as 20 horas de um dia e as 7 horas do dia seguinte, durante um período de 112 dias antes e depois do parto, dos quais pelo menos metade antes da data previsível do mesmo, durante o restante período de gravidez, se for necessário para a sua saúde ou para a do nascituro e durante todo o tempo que durar a amamentação, se for necessário para a sua saúde ou para a da criança, devendo apresentar atestado médico com a antecedência de 10 dias. O montante diário dos subsídios é igual a 65 % da remuneração de referência*, na impossibilidade de a entidade empregadora lhe conferir outras tarefas.
À trabalhadora dispensada da prestação de trabalho nocturno deve ser atribuído, sempre que possível, um horário de trabalho diurno compatível, sendo dispensada do trabalho sempre que não seja possível.
No sector privado, a violação das disposições relativas à parentalidade constituem contra-ordenações.
* O montante diário dos subsídios é calculado pela aplicação de uma percentagem ao valor da remuneração de referência do/a beneficiário/a, que corresponde ao total das remunerações registadas nos primeiros seis meses dos últimos oito meses anteriores à data de início das licenças ou das faltas para assistência, a dividir por 180. Nos casos em que não existam seis meses com registo de remunerações, a remuneração de referência corresponde ao total das remunerações registadas nesse período até ao início do mês em que se iniciam as licenças ou as faltas para assistência, a dividir pelo número de meses a que aquelas remunerações se reportam, multiplicadas por 30.
Informação disponível em http://www.cite.gov.pt/pt/acite/proteccao.html
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
10 Razões que podem conduzir ao fim da amamentação
A maior parte das mulheres quer amamentar, vontade que começam a manifestar nas últimas semanas de gravidez e que poderá consolidar-se quando se dedicam a ler sobre o assunto, quando fazem preparação para o parto e a amamentação é abordada, ou quando existem referências familiares ou de amigas que amamentam.
No entanto, depois do bebé nascer, às vezes esse desejo parece desabar de um momento para o outro, à primeira dificuldade. Para muitas mulheres, isso representa um sentimento de fracasso, de tristeza, de frustração… mas não precisa ser assim. Os dados do aleitamento materno (AM) em Portugal indicam que aos três meses de idade apenas cerca de 40 por cento dos bebés continuam a ser exclusivamente alimentados com leite materno. Metade das mães desiste de amamentar antes dos seis meses do bebé.
Então, que causas estão na desistência da amamentação?
1 – Não pedir ajuda
Hoje em dia já há inúmeros locais físicos e sites fidedignos na internet onde é possível obter informações corretas sobre amamentação. Existem conselheiras e consultoras na área do aleitamento materno espalhadas pelo país que podem tirar todas as dúvidas por telefone, mail ou presencialmente. (Também o Amament’Arte presta esse serviço gratuitamente). Há dicas muito simples que fazem toda a diferença no seguimento da amamentação e é muito raro o problema que não se ultrapassa. Pedir ajuda quando surgem dificuldades é determinante para o sucesso da amamentação.
2 – Pensar que dar leite artificial vai resolver todos os problemas
Isto é um engano, mas é compreensível que exista esta ideia: estivemos demasiados anos com a indústria dos leites a indicar que é fácil, seguro, natural… como qualquer marca que apregoa o seu produto. No fundo, todas as mães sabem que não é o mesmo que o seu próprio leite, mas ainda assim, cedem, por insegurança ou falta de informação. O problema é que quanto mais cedo se oferece LA, mais a produção do leite materno diminui, o bebé deixa de ter a proteção que o LM lhe confere, aumentam riscos de saúde para o bebé e para a mãe. Além disso, realmente nada é mais fácil do que oferecer mama, em vez de usar a panóplia de utensílios que o LA exige. Antes de ceder ao LA fale com uma Conselheira em Aleitamento Materno.
3 – Dúvidas sobre insuficiência do leite
Realmente uma mãe que amamenta não sabe verdadeiramente quanto ingere o seu bebé. Precisa saber? A regra para garantir que ele está bem alimentado é simples: se o bebé tem fome, amamente! Quantas vezes forem precisas, sem ligar a horários. Ele dará sinais evidentes de que está perfeitamente satisfeito. E se há dias em que ele parece insaciável, torne a amamentar. Quanto mais o fizer, mais leite terá, acompanhando sempre as necessidades e o crescimento do bebé.
4 – Influências por opiniões duvidosas e negativas
“O seu leite é fraco. O bebé mamou há pouco tempo e está a passar fome. Quando for trabalhar desmame-o. LM a partir dos 12 meses já não tem qualquer valor. Se der LA em biberão ele dormirá melhor." Enfim, há uma lista imensa de opiniões menos corretas que é preciso ignorar por completo. Escute unicamente pessoas habilitadas e com boas experiências de amamentação, ponha em ação dicas valiosas e simples e depois… desfrute de cada momento maravilhoso de amamentação!
5 – Imposição de horários de mamada
O bebé tem o seu próprio ritmo e decide quando tem fome. Nos primeiros dias ele demorará mais tempo a mamar. De tempos a tempos, nas semanas seguintes e por períodos de 2 a 4 dias, ele ainda precisará mamar mais vezes, pois atravessa picos de crescimento. Ofereça sempre que ele precisar. Assim permitirá que a sua produção esteja sempre adaptada às necessidades dele, e o seu peso e crescimento serão a bom ritmo. Controlar ou impor horários pode significar o oposto.
6 – Introdução de biberão porque o pai também deve participar nas tarefas
Alimentar o bebé não é a única forma do pai contactar e conviver com ele e aprender a amar. Aliás, é apenas uma. O pai pode fazer tudo o resto: segurá-lo, mimá-lo, mudar fraldas, dar banho, mudar roupa. Também pode estar sempre por perto para aquele apoio físico e para o mimo especial que a mãe tanto precisa nos primeiros dias após o parto. Amamentar deve competir unicamente à mãe. Cair no erro de introduzir biberão para integrar o pai nas tarefas pode revelar-se uma ameaça à amamentação, pois o bebé poderá preferir a facilidade da tetina. Logo, é também uma ameaça à produção de LM.
7 - Vergonha ou medo de amamentar em público
Há mulheres que não gostam de se expor. É compreensível. Essa vergonha ou medo também é mais frequente quando se trata de um primeiro filho, ou até quando o bebé começa a crescer e terceiros opinam que já é altura de desmamar. Embora hoje em dia a maior parte das pessoas elogie uma mãe que amamenta, uma crítica pode vir de qualquer lado, seja da família, seja do transeunte que passa junto ao banco de jardim. Mas não querer amamentar em público unicamente com medo do que as pessoas pensam não tem grande fundamento. Quem amamenta está a proceder corretamente. Se a preocupa sair de casa por causa da amamentação e da exposição da mama, escolha um local mais resguardado ou leve roupa prática. Mas lembre-se desta frase engraçada que lhe pode dar alguma força em relação a opiniões de terceiros: “If breastfeeding offends you, put a blanket over your head!” Tradução: “Se ver amamentar o incomoda, ponha uma fralda sobre a sua cabeça”.
8 – Desmame do bebé porque se aproxima o regresso ao trabalho
Esta é, claramente, uma ideia errada. Não só o bebé não deve ser desmamado, como a preparação para o regresso ao trabalho deve ser feita sobretudo pela mãe e não pelo bebé, ou seja, a mãe pode começar, aproximadamente um mês antes, a tirar e congelar o seu leite para que mais tarde seja dado por quem vai ficar com o bebé. Saber e conseguir extrair pode necessitar de algum treino, mas quando não consegue, de todo, faze-lo, pode ser traçado um plano alimentar de forma a que os alimentos complementares sejam dados na creche ou ama, e em casa o bebé continue a ser amamentado. O leite materno é o principal alimento do bebé até aos 12 meses.
9 – Seguir, sem questionar, a opinião do profissional de saúde que desincentiva a amamentação
Por desconhecerem como se resolvem algumas situações (às vezes simples) da amamentação, normalmente relacionadas com peso, com choro do bebé, com gretas ou com inseguranças das mães, ainda há profissionais de saúde que recomendam, de imediato, a introdução do LA como suplemento ou como substituição do LM. Antes de seguir cegamente esta indicação, peça uma segunda opinião, de preferência a uma Conselheira em Aleitamento Materno ou a um pediatra amigo da amamentação. A maior parte das situações resolve-se facilmente e raros são os casos em que a mãe precisa de dar LA.
10 – Dúvidas e Inseguranças das suas capacidades
As alterações hormonais e o cansaço natural do pós-parto, a juntar a noites de pouco descanso e ao choro do bebé levam muitas mães duvidar da sua capacidade como lactantes e do seu leite. Quando já segue todas as dicas para uma amamentação bem-sucedida, é quase certo que a causa do choro não é fome, não é o seu leite. Novamente, procure ajuda. E lembre-se: você não é a única. Muitas mulheres superaram os mesmos problemas. Confiança! Também vai conseguir! E nós estamos cá para ajudar!
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sexta-feira, 21 de outubro de 2011
O que a mãe come afeta o bebé?
Estudos garantem que a quantidade e qualidade do leite produzido não têm relação direta com a alimentação da mãe. Por outro lado, ainda está por definir exatamente a relação da alimentação com as cólicas do bebé.Durante a amamentação, salvo raras exceções de alergias, não há alimentos proibidos e é sempre conveniente que a mãe tenha uma alimentação equilibrada e saudável, tal como qualquer outra pessoa.
Muitas mães acreditam que comer alimentos como feijão, couve ou brócolos provoca cólicas no bebé. Nada melhor que experimentar, sem alarmismos, estes e todos os outros alimentos, pois o que é válido para um bebé, não o é para outro. Se o bebé algum dia manifestar maior desconforto intestinal, (partindo do princípio que pega bem na mama, sem entrada de ar), a mãe pode eliminar o provável alimento da sua alimentação durante uns dias, para testar. Se o bebé permanecer igual, saberá que não foi desse alimento. Se concluir que foi, ele deverá ser novamente testado semanas ou meses mais tarde. Ao nível nutricional, a mãe pode arranjar um alimento substituto.
O alimento que reúne algum consenso de que pode afetar o bebé será o leite de vaca ingerido pela mãe. Isto deve-se à existência de proteínas, nem sempre bem toleradas, nem mesmo pelos adultos, mas também da lactose. Neste último caso, quando a mãe, após ter bebido leite, nota maior desconforto abdominal e flatulência do bebé, pode tentar substituir a ingestão de leite por iogurtes e assim fazer nova avaliação. Em caso de notar outros sintomas que possam indicar Alergia à Proteína do Leite de Vaca (APLV) deve procurar o médico e retirar o leite e seus derivados da sua alimentação.
O leite pode ser substituído por outros alimentos ricos em cálcio como peixes, legumes de folha escura, frutos secos, brócolos, aveia, sementes de chia, entre outros.
Há, depois, outros alimentos que merecem alguma atenção: a ingestão de café deverá ser reduzida e por vezes o chocolate também estimula demasiado o bebé. Há que estar atenta. Quanto ao álcool, esse sim, a OMS recomenda que seja de evitar por completo ou, a ingerir em ocasiões especiais, que o seja em pouca quantidade e depois de amamentar o bebé.
Há alimentos que podem alterar o sabor do leite, mas que não causam qualquer malefício ao bebé. Ele poderá estranhar numa mamada, mas compensará na próxima, acabando também por se habituar a todos os sabores, de forma a facilitar, mais tarde, a introdução da alimentação complementar.
Por fim, recorde-se da regra comum de que tudo o que é ingerido em excesso não é muito saudável.
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segunda-feira, 3 de outubro de 2011
O regresso ao trabalho

Agora que tudo estava a correr bem, surge um novo desafio: aproxima-se o regresso ao trabalho. Uma certa angústia surge em muitas mães. Mas uma coisa é certa: regressar ao trabalho não significa o fim da amamentação.
Quando o regresso ao trabalho se faz após os seis meses de idade, talvez se torne mais prático para muitas mães deixar os bebés entregues a outras pessoas com, pelo menos, uma ou duas refeições de outros alimentos, sejam sopas, frutas ou papas e até o leite materno para preparar tudo isto.
No entanto, a maior parte das mães não tem esta possibilidade. A maioria regressa ao trabalho aos quatro ou cinco meses de vida do bebé. Para tentar seguir a recomendação da Organização Mundial de Saúde de que os bebés devem ser amamentados, exclusivamente com leite materno, até aos seis meses, as mães podem, com aproximadamente um mês de antecedência, começar a preparar o regresso.
Isto significa que podem começar a extrair e conservar, no congelador, uma reserva de leite que garantirá alimento até o bebé perfazer os seis meses de idade, após os quais começa a ingerir outros alimentos. Uma vez que a mãe ainda está de licença de maternidade, há vários momentos do dia em que pode tirar leite: após o bebé ter mamado, sabendo que está satisfeito e não voltará a mamar brevemente, ou criando uma mamada “fictícia” e regular, numa altura do dia em que o bebé não costuma mamar. O período da manhã costuma ser adequado, uma vez que durante a noite é o período em que mais se produz.
A mãe pode tirar leite fazendo a extração manual, um processo simples, mas que por vezes exige algum treino. Para as mães que não conseguem extrair manualmente, o mercado já oferece inúmeras soluções de bombas de amamentação, pelo que hoje em dia é mais fácil manter o aleitamento materno exclusivo até aos seis meses.
A hora de almoço nos dias de trabalho pode ser aproveitada para fazer uma extração cuja quantidade pode ser congelada ou então levada, no dia seguinte, para a ama ou infantário, para ser bebida ou comida com papa não láctea, na sopa, etc.
As quantidades a congelar e que acompanham o bebé na ida para escola ou ama devem variar entre 150, 100, 50 ml ou outras que a mãe considere mais adequadas ao que o bebé costuma mamar. A variação de quantidades enviadas é importante, pois caso o bebé não fique satisfeito, por exemplo, com 150 ml, rapidamente se aquecem mais 50 ml. O contrário, ou seja, aquecer demasiado leite, pode significar desperdício.
As quantidades a congelar e que acompanham o bebé na ida para escola ou ama devem variar entre 150, 100, 50 ml ou outras que a mãe considere mais adequadas ao que o bebé costuma mamar. A variação de quantidades enviadas é importante, pois caso o bebé não fique satisfeito, por exemplo, com 150 ml, rapidamente se aquecem mais 50 ml. O contrário, ou seja, aquecer demasiado leite, pode significar desperdício.
Mesmo quando a mãe opta por introduzir os alimentos antes do meio ano, pode perfeitamente continuar a amamentar o bebé quando já se encontra com ele em casa, não havendo necessidade de introduzir outro leite.
O leite materno é o principal alimento até ao ano de idade e quando o bebé está com a mãe pode ser oferecido mesmo antes ou depois do jantar, por exemplo, bem como durante a noite, ao acordar, e ainda mais vezes nos dias em que a mãe está em casa. Isto permite manter a produção adequada e durante mais tempo.
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quinta-feira, 29 de setembro de 2011
Livre demanda - O mais pequenino é que sabe!
Já lá vão os tempos em que se recomendava dar de mamar ao recém-nascido em cada três horas, ou duas horas, ou apenas dez minutos em cada mama.
Muitos bebés choravam de fome muito antes da refeição seguinte, programada pelos pais. Mesmo na actualidade, é comum ouvir a mãe: “só mais um bocadinho, bebé, ainda falta meia hora!” Gostará essa mãe de esperar meia hora em fila de espera para que o restaurante finalmente lhe consiga uma mesa, quando ela já sente o estômago a manifestar-se? Não.
O bebé foi o último da família a nascer, mas nestas coisas ele sabe, melhor que ninguém, a fome que tem, a quantidade e o tempo que precisa para se saciar. Se regras houver para amamentar, dar de mamar SEMPRE que o bebé pede, é uma delas, tenham passado 40 minutos, uma ou três horas desde a última mamada.
A maioria dos bebés mama de oito a 12 vezes por dia, cumprindo horários relativamente regulares. Mas nem todos são assim. Pelas mais diversas razões, ou porque está calor, ou porque mamou menos na última vez, ou porque precisa de conforto ou outra razão, os bebés podem mamar muitas mais vezes, até mesmo os que costumavam ser mais regulares.
Se a mãe permitir que ele mame sempre que precisar, não só o bebé terá sempre o leite que precisa, com a composição que precisa e que vai sendo alterada consoantes os intervalos (umas vezes mais rica em água e açúcares, outras mais em gorduras e proteínas), como a mãe terá sempre leite, garantidamente. Apenas é conveniente que a mãe só ofereça a segunda mama depois da primeira estar vazia.
A mãe não se deve preocupar que intervalos curtos façam mal à digestão, pois ao contrário do leite adaptado, o da mãe é totalmente adequado e bem digerido pelo bebé. Também é incongruente a mãe, ao longo das semanas, tentar espaçar os intervalos entre mamadas. O bebé sabe sempre o que precisa. Confie nele.
A duração da mamada também é definida pelo bebé: Nas primeiras semanas é natural que demore mais tempo e se até se canse com a sucção, mas ele irá evoluir. Por volta dos dois a quatro meses já se alimenta rapidamente, alguns fazendo mamadas de cinco a sete minutos.
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
Os primeiros dias
O bebé nasceu. É uma das maiores felicidades de uma mãe e de uma família. No entanto, especialmente quando se trata de um primeiro filho, vem acompanhada de uma série de medos, de preocupações. A alimentação faz parte desta lista. Ora, o leite não jorra no dia em que o bebé nasce, mas a natureza não deixa as coisas ao acaso.
A partir do sexto mês de gravidez, sensivelmente, a mãe começa a formar colostro, um líquido amarelado que permanece nas mamas até que o bebé nasça e se alimente dele. O colostro representa para o bebé um concentrado de anticorpos que o ajudam a proteger das mais diversas agressões. Como alimento, não vem em grande quantidade, mas o estômago do bebé, à nascença, tem apenas o volume semelhante a um berlinde. Por isso, a mãe não deve preocupar-se com falta de leite, mas deve frequentemente colocar o bebé à mama para que se alimente com esse colostro, até à subida do leite que normalmente acontece entre o terceiro e quinto dia.
A subida do leite nem sempre é fácil para a mãe, mas o principal incómodo desaparece em dois ou três dias. Por vezes, a mama fica demasiado dura, dorida, sendo que também o bebé pode sentir dificuldades em agarrar. É assim necessário colocar pachos quentes, massajar a mama, e talvez extrair um pouco de leite para sentir mais conforto. Dar de mamar frequentemente também ajuda. Após a mamada é conveniente colocar algo frio na mama.
A partir de agora, o bebé vai mamar muitas vezes, dia e noite. Todos os bebés são diferentes, por isso cada um sabe quando sente fome, da mesma forma que cada um poderá demorar mais ou menos tempo a mamar até ficar satisfeito, até porque a sucção costuma cansar o recém-nascido ele pode demorar algum tempo. Como tal, é ele que regula a frequência e a duração das mamadas. À mãe, resta oferecer aos primeiros sinais de busca e dar sempre que o bebé pedir.
Durante o primeiro mês é natural que a mama produza leite em excesso, mas é por esta altura que a produção costuma regular, adaptando-se às necessidades do bebé. Por isso é conveniente que a mãe dê cada vez que ele pedir, e não lhe imponha horários, para que continue regulada às necessidades do bebé, que deverá esvaziar primeiro uma mama e só depois mamar da outra, mas cedo a mãe começará a aprender quando ele quer trocar.
Aprecie cada momento!
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sexta-feira, 9 de setembro de 2011
Amamentar - Um mundo de vantagens!

O leite materno é o melhor alimento para um bebé, mas os seus benefícios vão muito além do simples saciar de fome, de sede, do desenvolvimento e crescimento.
Benefícios para o bebé:
- É de fácil digestão- Protege contra alergias, coisa que o leite de vaca, pelo contrário, até pode causar
- Previne infecções respiratórias, urinárias e gastrointestinais, sendo que, quando estas surgem, até é o único alimento tolerado, ajudando também na recuperação.
- Permite que o bebé se adapte melhor a outros alimentos
- Reforça os laços afetivos com a mãe;
- Promove o desenvolvimento mental do bebé
- A longo prazo, ajuda na prevenção da diabetes e de linfomas.
- Por ter anticorpos, o leite materno tem outras utilizações tópicas.
Benefícios para a mãe
- Ajuda a uma recuperação mais rápida do útero no pós-parto- Reduz as probabilidades de ocorrência de osteoporose, cancro da mama e do ovário
- Ajuda a uma recuperação mais rápida do peso que tinha antes da gravidez
- Amamentar é muito mais prático, pois o leite está sempre pronto a dar ao bebé, à temperatura certa, na quantidade que ele precisar, com os ingredientes ideais.
- A mãe que amamenta sente-se mais segura e menos ansiosa
Outras vantagens
- Mais económico, tanto em relação ao leite adaptado, que além de adquirido ainda exige uma panóplia de objectos, como ainda resulta em menos gastos com cuidados médicos.
-Mais ecológico. Não se sujeita à exploração de leite de vaca, não consome CO2 na transformação e transporte, não é preciso libertar os desperdícios no lava-loiça.
- Mais saúde e melhor nutrição são sinónimo de mais bem-estar.
-Mais ecológico. Não se sujeita à exploração de leite de vaca, não consome CO2 na transformação e transporte, não é preciso libertar os desperdícios no lava-loiça.
terça-feira, 2 de agosto de 2011
Bem vindos ao nosso cantinho!
A história da amamentação parece estar a entrar num novo capítulo!
Finalmente, e depois de muitos anos da sociedade, da indústria e das próprias gerações a fazer acreditar que o leite artificial era tão bom quanto o leite materno, verificamos que afinal o que é realmente bom está a ser redescoberto, está a renascer. Afinal, foi graças ao leite materno que a sobrevivência da espécie humana se deu. Então, porque desvalorizámos esta herança maravilhosa durante várias décadas?
Porque o mundo não pára, é verdade. Porque fomos acreditando no que a forte indústria dos leites artificiais nos vendia, tal como se vende outro produto qualquer, com técnicas de marketing, de confiança junto das mães e de que tudo correrá bem com os LA. É certo que essa indústria evoluiu nas suas fórmulas. Contudo, nenhuma delas poderá alcançar e superar as qualidades e os nutrientes do leite materno.
Ficamos agradadas por verificar que nos últimos anos também Portugal adoptou medidas de apoio ao aleitamento materno, bem como as recomendações da Organização Mundial de Saúde neste campo. Isto só pode ser sinónimo da importância do LM na sociedade e com benefícios que vão muito além da saúde.
Criámos este cantinho como mais uma forma de informar sobre o maravilhoso mundo da amamentação. Queremos ajudar a retomar essa prática ancestral, defendemos o regresso à nossa essência de mulheres, de mães, de “amamentadeiras”, embora numa sociedade moderna.
A nossa mensagem especial vai para as mães que nunca amamentaram: não desistam! Vamos trabalhar em conjunto para solucionar cada dificuldade e esclarecer cada dúvida.
Existimos para ajudar.
Boa amamentação!
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